Apontamento feito por médico entre 726 pacientes atendidos no período de 10 meses mostrou que mais de 40% tinha pelo menos uma doença sexualmente transmissível
Uso do preservativo é a única forma de prevenir essas doenças
Durante o período de 10 meses, compreendidos entre o final do ano passado e início deste ano, o médico urologista Sérgio Arruda Júnior fez um levantamento da prevalência de doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs, entre os 726 pacientes que atendeu no período. Deste público, mais de 40% apresentava uma ou mais DSTs, sendo que a maior prevalência foi de clamídia entre os pacientes com idades que vão dos 50 aos 70 anos.
Todas essas doenças são de fácil prevenção e, todas, requerem um único mecanismo: o uso do preservativo. “Se considerarmos que para cada homem com alguma dessas doenças deve-se multiplicar por, no mínimo, dois, considerando-se sua parceira, o número é ainda maior. Para aqueles indivíduos que comercializam o sexo, por exemplo, para cada um infectado, vai transformar em dez”, salienta. Somente em janeiro deste ano, Arruda atendeu 118 pacientes. Destes, 80% estavam com clamídia.
Entre a faixa etária, esta doença está aparecendo mais em pacientes com mais idade. De acordo com o médico, estes índices são preocupantes e representam um aumento real no número de pessoas infectadas, embora não exista um controle nacional que aponte um número com exatidão. “De acordo com o Manual de Bolso sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis, distribuído pelo Ministério da Saúde, a Organização Mundial da Saúde, em 2001, estimava 340 milhões de novos casos por ano. Então, imagine quanta doença existe por aí”, destaca.
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