Por anos um grande número de profissionais da área da saúde não entendia e aprovava a relação entre idosos com treinamentos resistidos para a melhora da qualidade de vida no processo de envelhecimento. Como em qualquer outra área do conhecimento, a educação física evoluiu de forma significativa, tornando assuntos complexos e duvidosos mais claros e compreensíveis. O envelhecimento da população tornou-se atualmente fator de fundamental importância, tanto no aspecto epidemiológico como econômico de um país. O Japão, por exemplo, terá até 2014 algo por volta de 40% de sua população na faixa etária acima de 70 anos. Com isto, um processo de envelhecimento saudável transformou-se algo fundamental.
O ser humano tem uma diminuição de 15% de força muscular entre seus 50-70 anos, e aumentando para 30% essa perda a cada década após este período. Esse processo é classificado como Dinapenia (dyna =força; penia=perda), e normalmente é acompanhado de outro processo denominado Sarcopenia (sarx = carne e penia = perda). A perda de massa muscular varia de 2%-3% ao ano, correspondendo a 1,9kg – 1,1kg. Outra variável que atualmente tem sido muito estudada é a perda da funcionalidade nos idosos, que decorre pela deterioração das placas motoras decorrente do envelhecimento.
Em 2010, o centro de universitário de São Camilo realizou um estudo para avaliar a força, massa muscular, equilíbrio e mobilidade funcional em idosos. Foram avaliados idosos com faixa etária média de 70 anos e saudáveis. O programa de treinamento propostos foi de 3 vezes na semana de exercícios dinâmicos, por um período total de 5 semanas. Utilizando-se de pesos livres, aparelhos (Leg press e Cadeira extensora) e caneleiras para criar o estímulo proposto ao organismo, entre outros testes como escala de Berg; Timed up Go (TUG) e WHOEOL-BREF. Os resultados obtidos foram positivamente significativos, tendo ocorrido um aumento de 200% na força muscular; melhora de 3,92% no equilíbrio e aumento de mais de 71% na auto-estima dos voluntários.
Com estes resultados e outros já obtidos em estudos mais recentes, conseguimos defender ainda mais a importância de um programa de treinamento resistido para a população idosa, podendo assim oferecer um processo de envelhecimento mais autônomo e saudável à população.
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