UMA QUESTÃO FISIOLÓGIA
O que acontece no processo de envelhecimento? Todos os especialistas são unânimes nestas conclusões. A grande mudança acontece aos 40 anos, mas a partir dos 30 tem início o processo. No caso dos jogadores de futebol, o maior efeito é a perda de massa muscular. Entre os 30 e os 40 anos, hormonas como a testosterona, a insulina e a GH (do crescimento) começam a cair de produção, e o organismo perde capacidade para regenerar o tecido muscular.
Para um jogador profissional, este processo pode ser decisivo, a partir dos 30 anos: há lances, movimentos, que dependem da explosão muscular; a potência do remate, a capacidade de impulsão e a velocidade no arranque são também afetados. Da mesma forma, aumentam as possibilidades de lesão, e até a capacidade visual pode começar a diminuir (neste caso, é mais afetada a visão de perto, tornando mais difíceis as tabelinhas...).
Sendo assim, como explicar a longevidade de alguns avançados, como o nosso João Tomás ou, por exemplo, o brasileiro Romário? Numa reportagem publicada em 2002 na revista "Super-Abril", o "baixinho" (que jogou até aos 43) já explicava: "Hoje sou um jogador mais inteligente, conheço melhor o campo." É esta inteligência, aliada à técnica, tudo decorrente da experiência, que permitem aos jogadores mais velhos manterem-se à tona, apesar da atrás referida "degradação" física. Estes jogadores apostam no posicionamento em campo e na capacidade para proteger a bola; são, até, capazes de antever as jogadas.
Finalmente, há ainda uma outra razão para que hoje em dia os jogadores se mantenham em atividade até mais tarde: a evolução da medicina desportiva. Antigamente, muitas lesões acabavam, algo precocemente, com as carreiras de muitos futebolistas; hoje, há soluções para muitos desses problemas.
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