A importância da geriatria para um envelhecimento saudável



Dr. Marcelo Cabral alerta sobre a importância de uma avaliação médica sob diversos aspectosCoisa para velho, para quem já está no final da vida. Esta é uma expressão bastante frequente, apesar de extremamente incorreta, quando se pensa em geriatria. Uma especialidade médica ainda não tão difundida no país, mas em processo de expansão, que desperta dúvidas e questionamentos entre a população.

O geriatra é um médico especialista, que se dedica a estudar o idoso e o complexo processo de envelhecimento humano. Lamentavelmente, o crescimento do número de médicos geriatras não acompanha a necessidade brasileira. De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria, o Brasil tem, em média, um geriatra para cada cinco mil idosos. Para o órgão, o recomendável seria um para cada mil, diante de um cenário em que o país ganha todo ano quase 800 mil idosos.

“Até pouco tempo o geriatra era visto com preconceito. Muitas pessoas tinham receio de nos procurar, acreditando, talvez, que assim conseguiriam evitar a velhice. Hoje essa concepção mudou e as consultas estão cada vez mais comuns”, afirma o geriatra Marcelo Cabral. Ele revela que atende semanalmente cerca de 30 pacientes, em diferentes faixas etárias.
Segundo Cabral, não existe uma idade específica para procurar este especialista. O importante é estabelecer um acompanhamento médico eficaz, avaliando diversos aspectos, entre eles, o âmbito psicossocial, cognição, afetividade, status funcional, social, entre outros tópicos.

“Uma pessoa saudável pode procurar um geriatra aos 35 anos de idade, não havendo nenhum problema nisso. A partir daí, o paciente pode começar a ser avaliado de perto, contribuindo para um envelhecimento futuro bem mais saudável”, ressalta Cabral.

Em casos específicos, quando a pessoa idosa tem a saúde considerada mais frágil, recorrendo a diversos médicos, o profissional geriatra pode ajudar a gerenciar este quadro. Desta forma, entre outros benefícios, é possível organizar a requisição de exames, assim como a utilização de medicamentos, evitando intoxicação ou interação de muitas substâncias.
“É uma consulta mais longa, mais cuidadosa. O médico avalia o corpo como um todo, articulações, ossos e o organismo em geral. Os medicamentos são prescritos de acordo com as minhas necessidades. Eu me sinto mais segura e não dispenso. Sempre que posso, indico para outras pessoas” conta a aposentada Maria das Graças Silveira, de 66 anos. Para ela, a consulta nesta especialidade faz parte de uma rotina que não pode ser interrompida.

Comentários